A TRAVESSIA – WILLIAM P. YOUNG

Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Classificação: 4/5

 

Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, em coma. Quando “acorda”, ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo. À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele implora por uma segunda chance.

Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios.
Na busca de redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?

Depois do sucesso mundial com A Cabana, William P. Young nos trás mais um estória que mexe com nossos sentimentos e com nosso espiritual, fazendo com que repensemos nossas atitudes perante a vida e as pessoas. Um livro leve com uma estória linda de um homem superando seus limites e derrubando barreiras para finalmente se sentir livre, principalmente dele mesmo.

Anthony Spencer é um rico empresário egocêntrico e não mede esforços para conseguir o que quer, nem que isso seja magoando outras pessoas. Há algum tempo ele não fala nem com o irmão, nem com a filha, muito menos com a ex-mulher. Ele realmente é um homem sozinho que diz ter tudo o que precisa perto dele. Era o que ele pensava.

Um dia, Anthony passa mal no meio da rua e desmaia. Quando “acorda”, ele se vê em um lugar mal cuidado e encontra um homem que se diz ser Jesus e uma índia que diz ser o Espírito Santo. Aquele lugar muito triste e destruído é nada mais nada menos do que o próprio interior de Anthony. Ele se sente devastado, querendo fazer qualquer coisa para melhorar aquele lugar.

Jesus então dá uma chance a ele de voltar à Terra, mas, além disso, Ele dá o poder a Anthony de curar uma pessoa. E é através da comunhão com outras pessoas e seus problemas que ele vai realmente se transformar e perceber que devemos dar valor a tudo o que temos na vida, principalmente à família. Ele vai aprender a se importar e deixar de lado o que é melhor para ele, para ajudar os outros.

É incrível ver a transformação de um homem que é tão parecido com tantas pessoas por aí que se dizem tão fortes, dizem não precisar de nada, mas que na verdade são totalmente sozinhas e vazias. Essa mudança de Anthony é realmente tocante e incrível.

O livro nos ensina a nunca esquecermos das pessoas que sempre estão do nosso lado, nos ensina o que é o amor altruísta e como devemos sempre prestar atenção nas nossas vidas, não deixando que nosso interior seja um terreno malcuidado e esquecido. Mais um livro de William P. Young que tem muito a nos acrescentar.

Sobre o autor:

William Paul Young é autor do best-seller internacional A Cabana, com 19 milhões de exemplares vendids no mundo, sendo mais de 3 milhões no Brasil. Ele nasceu no Canadá e foi criado pelos pais missionários em uma tripo indígena, nas montanhas da antiga Nova Guiné Holandesa. Sofreu grandes perdas na infância e adolescência, mas agora goza, juntamente com sua família, do que chama de um “esbanjamento de graça” na região noroeste dos Estados Unidos.

O PESADELO – LARS KEPLER

Editora: Intrínseca
Páginas: 445
Classificação: 5/5

Após conquistar os leitores em O hipnotista, o detetive Joona Linna está de volta em O pesadelo. Best-seller internacional, o thriller policial de Lars Kepler foi aclamado por público e crítica em dezenas de países. Agora, o autor nos deixa sem fôlego com um novo quebra-cabeça, cujas peças o detetive mais carismático, intuitivo e obstinado da Suécia precisa encaixar. Tudo começa quando a polícia descobre o corpo de uma jovem dentro uma lancha à deriva no arquipélago de Estocolmo. Seus pulmões estão cheios d’água e os médicos legistas afirmam que ela morreu afogada. No entanto, o barco está em perfeito estado e o corpo e as roupas da mulher estão secos. No dia seguinte, um alto funcionário do governo sueco aparece enforcado em seu apartamento. Ele flutua no ar enquanto uma enigmática música de violino ressoa por todo o ambiente. Tudo indica que foi suicídio, mas o salão tem pé-direito alto e não há nenhum móvel em volta no qual ele possa ter subido. Encarregado de desvendar os dois mistérios, o detetive Joona Linna tenta estabelecer um vínculo entre esses acontecimentos que, à primeira vista, não têm relação. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos a nossas próprias motivações.

Ano passado eu li O Hipnostista, uma estória policial dos mesmos autores e com a mesma personagem principal, o investigador Joona Lima. Quando eu vi que ia sair O Pesadelo, eu não pensei duas vezes e fui lê-lo. Resultado: Os autores conseguiram fazer um thriller ainda mais eletrizante e inteligente, misturando música clássica, guerra civil e exportação ilegal de armas. O livro virou um dos melhores policiais que já li, se não o melhor (já que li poucos). Virei fã do autores, com certeza!

Joona Lima é um dos melhores policiais ficitícios que tive o prazer de conhecer. Em O Pesadelo, o inspetor detetive está com sua intuição e inteligência ainda mais aguçados, ainda mais que no primeiro livro. Muitos o subestimam, mas ele vai, por ele mesmo, atrás de todas as informações, pois não consegue deixar de estar intrigado com os crimes que andam acontecendo. Aos poucos, ele vai montando seu próprio quebra-cabeça, fazendo o leitor pensar junto com ele para descobrir o que estava acontecendo, tornando a leitura ainda maisenvolvente.

Depois de um tempo, uma outra agente se junta a ele. Saga Bauer é uma mulher determinada que faz de tudo para fugir das pessoas que querem protegê-la dentro da polícia, não deixando ela comandar uma investigação ou ir a campo. E sua coragem faz com que ela mostre que todo o treinamento que ela teve valeu à pena. Gostei muito dessa personagem.

Junto com outros agentes, mas principalmente de Saga e de sua própria intuição, Joona Lima vai tentando desvendar o que há por trás de todos esses assassinatos. É algo que te prende do começo ao fim, você fica sempre querendo saber o que vai acontecer, qual a próxima pista. Muito bom!

O livro finaliza cada capítulo com um mistério, alternando cada um deles com uma personagem diferente. Eu adoro esse tipo de narrativa, pois me faz lembrar Dan Brown, um dos meus autores favoritos. Acho que foi por isso que gostei tanto da escrita dos autores e das estórias que ele constroem.

Mais uma coisa que se destaca no livro, como diz a sinopse acima, e que me chamou a atenção, é a frieza por parte do lado do mal. Eles não pensam duas vezes antes de matar alguém ou de, no mínimo, deixá-lo toalmente louco. É bem frio e cruel.

Se me perguntarem um livro policial para ler, eu, com certeza, direi O Pesadelo. Talvez O Hipnotista, também, mas definitivamente O Pesadelo está em primeiro. Ah, aliás, você não precisa ler o primeiro livro para ler esse. É uma sequência, mas não vi muita (ou quase nenhuma) ligação com o primeiro, então podem ler tranquilos.

Uma das músicas citadas no livro. Segundo este, a música de violino mais difícil já composta:

Sobre os autores:

Lars Kepler é o pseudônimo de Alexandra Coelho Ahndoril e Alexander Ahndoril. O casal vive na suécia.

SANGUE QUENTE – ISAAC MARION

Editora: LeYa
Páginas: 252
Classificação: 4/5

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

Sangue Quente foi uma boa surpresa pra mim. Eu não estava esperando muito e só me interessei em ler mesmo depois que vi o trailer do filme. Entretanto, em poucos capítulos me vi totalmente envolvida com a estória de R e sua vontade de voltar a ter uma vida normal.

O livro começa com o R contando um pouco sobre ele e um pouco do lugar onde ele e outros zumbis vivem, em um aeroporto. De primeira você já vê que o R é curioso e tem muitos pensamentos e questionamentos, fazendo com que ele seja diferente da maioria dos zumbis. Lá eles se “divertem” subindo e descendo escadas rolantes quando a eletricidade volta por um momento.

O que eu achei, não tem como não usar essa palavra, nojento, foi ele mostrando como eles se alimentam. Foi detalhada a forma como o autor descreveu as cenas dos zumbis comendo os humanos e ficava difícil comerenquanto eu estava lendo essas partes! hahaha!

Como sempre vou logo para a parte boa, a parte que faz minha cabeça se acender como um tudo de imagem. Como o cérebro e, durante uns trinta segundos, passo a ter memórias. Flashes de desfiles, perfume, música… vida. E então aquilo vai desaparecendo, me levanto e saímos da vidade, ainda estamos frios e cinza, mas nos sentimos melhor. Não exatamente “bem, nem “felizes, e com certeza não “vivos”, mas… um pouco menos mortos. Isso é o melhor que podemos fazer.

Quando os zumbis iam comer os cérebros, eles tinham esses flashes das memórias desses humanos e foi em uma dessas comilanças de cérebro que R passou a conhecer as memórias de um garoto e acabou criando um sentimento de proteção com Julie, a namorada deste. Mal ele sabia que isso desencadearia uma mudança não só nele, mas, também, em outras pessoas.

O relacionamento de R e Julie é estranho no começo, mas, à medida que ela vai perdendo o medo e confiando mais no seu amigo morto-vivo, ela vê que nem todos os zumbis são sanguinários que não possuem sentimento algum, fazendo com que ela queira mostrar um pouco mais do seu mundo a ele.

O que sobrou de nós? (…) Nenhum país, nenhuma cultura, nenhuma guerra, mas também não temos paz. O que sobra dentro de nós, então?

Eu curti muito a leitura. Achei muito legal como o autor descreveu os zumbis, sua rotina e “seu mundo”, apesar de ter algumas coisas nojentas. Gostei, também, da personalidade da Julie, por ela ser uma pessoa compreensiva e corajosa. Recomendo para todos os leitores que querem ler algo diferente e divertido. 🙂

O filme estreia hoje nos cinemas como Meu Namorado é um Zumbi (Alô, produção? Quem foi que mudou pra esse nome, pelo o amor de Deus?!).

O DIÁRIO DE SUZANA PARA NICOLAS – JAMES PATTERSON

Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Classificação: 5/5

Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente. Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”. Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha’s Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas. Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida. O diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou.

Um dos livros mais marcantes que já li, sem sombra de dúvidas. Eu amei cada página, cada frase que li desse livro. Eu não sabia muito sobre ele, mas cismei de que queria lê-lo. E foi uma das melhores coisas que fiz. Você não precisa saber muito sobre ele para começar a leitura, basta saber que será um dos livros mais lindos que você lerá.

Como a sinopse explica, depois do término repentino do namoro pelo o namorado MattKatie recebe um diário deixado lá por ele. Será que ele ainda era casado e não tinha dito à ela? Porque que ele deixou esse diário? Qual o propósito disso tudo? É isso que o leitor descobre à medida que vai lendo, junto com Katie, as páginas do Diário de Suzana para Nicolas.

Com ela, nós passamos a conhecer um pouco mais da vida de Suzana, uma médica que conheceu Matt depois que se mudou para uma ilha tranquila, chamada Martha’s Vineyard, pois ela precisava diminuir o ritmo de trabalho e cuidar mais da sua saúde, depois do infarto que teve.

Matt e Suzana logo se apaixonaram e desse amor nasceu um filho: o Nicolas. Logo depois que descobriu que estava grávida, Suzana resolveu começar um diário contando para seu filho como conheceu seu pai e tantos outros dias especiais que marcaram a vida deles.

“Esta é uma história de amor, Nicolas. Minha, sua e do papai!”

Para mim, as melhores partes do livro foram quando Suzana e Matt falavam sobre Nicolas. O amor deles se deixava transbordar pelas as páginas, fazendo com a gente tivesse vontade de estar vivenciando aquele sentimento tão puro e único. Quando eles ficava elogiando o Nicolas, como ele era um menininho lindo

Apesar de a minha parte preferida ter sido a citada acima, não dá pra deixar de falar do amor entre Suzana e Matt. Era lindo ver como eles eram apaixonar um pelo o outro. Um casal perfeito!

“Acorde, linda. Eu amo você mais hoje do que amava ontem.”

Foi muito bom ver esse lado romântico do James Patterson, visto que ele é mais famoso pelas as suas estórias policiais. Ele conseguiu escrever um romance de te fazer chorar, daqueles que vão ficar na sua memória por muito tempo.

“Então fiz uma travessura e puxei a cordinha da sua caixa de música para tocar “Whistle a Happy Tune”. Matt e eu dançamos ao som dela. Acho que poderíamos ter ficado ali a noite toda, abraçados, vendo você dormir, dançando a canção que sempre vai fazer com que me lembre de você no berço.
Você não acordou, mas um sorriso veio enfeitar seu rosto.
– Não é uma sorte?, sussurrei para Matt. – Isto não é a melhor coisa que poderia acontecer a uma pessoa?”

Sobre o autor:

Com 230 milhões de livros vendidos em mais de 100 países, James Patterson é um dos maiores escritores do mundo. Recordista de presença na lista de mais vendidos do New York Times, é autor das consagradas séries Alex Cross e Clube das Mulheres Contra o Crime.

O LADO BOM DA VIDA – MATTHEW QUICK

Editora: Intrínseca
Páginas: 254
Classificação: 4/5

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que “é melhor ser gentil que ter razão” e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

Comecei o ano de 2013 com ótimas leituras e O Lado Bom da Vida está incluso nessa lista. Não foi um livro que eu ameeeeeeeei, tipo um dos meus favoritos, mas eu achei muito legal a estória que o autor criou e como, através do Pat Peoples, ele dá uma lição de otimismo para as pessoas – o que anda faltando, e muito, hoje em dia.

Pat saiu do “lugar ruim” tão inocente que eu passava a maior parte do livro sentindo pena dele. Ele não se lembrava há quanto tempo estivera lá nem o porquê e ninguém parecia querer responder às suas perguntas.

Desde que ele volta pra casa, Pat fica querendo dar o seu melhor para um dia fazer com que a Nikki, o amor da sua vida, volte para ele e acabe com o “tempo separados”. Ele passou a ser viciado em exercícios físicos porque ele lembrava que ela sempre reclamava que ele não fazia nada. Além disso, ele estava sempre procurando ver o lado bom das coisas, o que ele não fazia antes de ir para a clínica psiquiátrica.

A partir do momento que ele volta pra casa, ele começa a tentar se readaptar e se “curar” do esquecimento, tanto dentro de casa com a família, principalmente com sua mãe, quanto com seus antigos amigos. Muitas pessoas passam a ajudá-lo nessa volta à sociedade, como o Dr. Patel, seu terapeuta; Jake, o irmão de Pat, que se mostra muito amável e sempre pronto para ajudá-lo; Ronnie, seu melhor amigo; e Tiffany, uma garota meio louca, mas que vai fazer uma grande diferença em sua vida.

Falando na Tiffany.. A relação dela com Pat é bem, digamos.. diferente. Ela cisma com ele e passa a seguí-lo toda vez que ele sai para correr. Mesmo quando ele não a vê correndo e passando em frente à casa dele, ele sabe que ela vai o seguir assim que começar a correr. Um dia, ele a chama para jantar, pois assim ele achava que ela deixaria de ter essa fixação por ele. Doce engano. No outro dia, ela está lá, esperando por ele para correrem juntos.

Até que uma vez, Tiffany propõe a ele um trato que vai ser bom para os dois lados. Isso envolve a Nikki e uma competição de dança.

A maior parte desse livro, que talvez tenha incomodado muita gente, fala de futebol americano. Tanto Pat, quanto sua família e até seu terapeuta, são totalmente fanáticos pelos Eagles. Estão sempre assistindo todos os jogos. Realmente, o livro mostra bastante essa relação deles com o time. Mas até que eu achei divertido. 🙂

Eu achava engraçada a rotina de exercícios físicos dele. Me lembrava algumas pessoas que eu conheço – não que elas fossem tão loucas quanto ele, mas mesmo assim me lembrou. Sua mãe lhe deu uma academia em casa de presente, então já viu, né? Não faltava mais sair de lá. Tirando que ele corria todo dia vestindo um saco de lixo para poder suar mais e perder mais calorias. Louco!

“Deus, eu não pedi um milhão de dólares. Não pedi para ser famoso e poderoso. Nem mesmo pedi que Nikki me aceitasse de volta. Só pedi um encontro. Uma única conversa cara a cara. Tudo que fiz desde que saí do lugar ruim foi tentar melhorar — para me tornar exatamente o que Você quer que todos sejam: uma pessoa boa. E aqui estou eu, correndo pelo norte da Filadélfia em um dia de Natal chuvoso… — sozinho. Por que Você nos deu tantas histórias sobre milagres? Por que Você enviou Seu Filho do céu? Por que Você nos deu filmes, se a vida nunca acaba bem? Que merda de Deus é você? Você quer que eu seja infeliz para o resto de minha vida? Você quer…”

No geral, eu achei esse livro muito legal. É uma leitura leve e divertida, de modo que quando você começa, você só quer largar o livro quando estória acaba. Mais um livro lido cuja adaptação cinematográfica eu estou ansiosa para assitir.

 

Sobre o autor:

Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela a África Meridional e trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita.
Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa.
Quick é autor de três romances além de O Lado Bom da Vida, que lhe renderam críticas elogiosas e menções honrosas importantes, entre as quais destaca-se a do PEN/Hemingway Award.