IDENTIDADE ROUBADA – CHEVY STEVENS

Nome: Identidade Roubada
Autora: Chevy Stevens
Editora: Arqueiro
Classificação: 5/5

Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

Annie estava tendo uma vida relativamente boa. Tirando o trauma que ela tinha da morte de sua irmã e de seu pai e de desde pequena saber que sua mãe gostava mais de sua irmã, ela era consideravelmente bem sucedida no emprego de corretora de imóveis, tinha um ótimo namorado e uma melhor amiga fiel.
Mas certo dia, quando ela já estava finalizando seu dia de trabalho, um homem bastante simpático pede para ela lhe mostrar a casa. O que ela não esperava é que esse homem iria mudar sua vida para sempre.
Esse simpático homem mostra que não está lá para comprar casa nenhuma, mas, sim, para fazer algo pior: seqüestrar Annie. Assim, sem mais nem menos. Ela fica o tempo inteiro se perguntando porquê aquilo estava acontecendo com ela, porque ele que seqüestraria um simples corretora de imóveis.
Durante o seqüestro ela é mantida em um chalé no meio de uma mata fechada, obrigada a passar por momentos muito humilhantes e a seguir regras absurdas. Uma delas é que ela só poderia ir ao banheiro em um certo horário, caso contrário o Maníaco – nome pelo qual ela chama o seu seqüestrador no livro – a faria beber água da privada. Além disso, ainda tinha que tomar conta de todos os afazeres domésticos e toda noite ter que deixar o seqüestrador dar banho nela para depois ser estuprada.
Eu não tinha como me proteger, nem como sair. Era precisava me preparar para o pior, mas eu nem sequer sabia o que o pior poderia ser.
O Maníaco era daqueles que tudo tinha que ser na hora certa. Nem um minuto a mais, nem a menos. E era bipolar. Uma hora ele aparecia feliz, sorridente e na outra ele tinha um ataque de fúria. É daqueles que se a outra pessoa pisa fora do limite um pouco, ela já pode se preparar para o pior.
O livro é o relato de Annie sobre seus 365 dias de sequestro à sua terapeuta, onde cada capítulo é uma sessão da terapia. E à medida que vamos avançando na leitura, percebemos o quanto aquele seqüestro atingiu todos os aspectos da vida dela e como ela vai superando cada obstáculo para tentar se curar do trauma.
E já que estamos acertando os ponteiros, vamos estabelecer algumas regras básicas antes de começarmos nossa brincadeira. Vai ter que ser do meu jeito. Isso quer dizer que você não vai perguntar nada. Nem mesmo “Como se sentiu quando blá-blá-blá…?”. Vou contar a história desde o começo e, quase quiser ouvir sua opinião, eu peço.
Ah! E, caso queira saber, não, nem sempre fui uma pessoa amarga.
Dizer tudo o que eu senti durante a leitura desse livro é difícil. Pena, revolta, tristeza.. Principalmente esse último, por saber que muitas mulheres já passaram por isso ou passam até hoje. Algumas vezes eu sentia tudo o que ela sentia, mas tenho certeza de eu não foi nem metade do que realmente é passar por toda essa aflição.
O final é surpreendente. O livro no seu total é surpreendente. Ver o quanto Annie conseguiu ser forte até nas vezes que qualquer um já teria perdido as esperanças, é fantástico. Com certeza uma das melhores leituras do ano. Recomendo para todos que são fortes, pois é uma leitura que vai ficar marcada pra sempre em sua memória.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *